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Uma nova forma de geografia

Libertemos a nossa forma de ver a realidade, aprofundemos novos olhares e enfoques, e teremos novas ideias e perspectivas para os problemas de gestão do bem comum. English, Español

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Fonte da imagem: Wikipedia. Mapa original de John Snow mostrando a aglomeração geográfica de casos de epidemia de cólera em Londres em 1854, elaborado e litografado por Charles Cheffins.

Este artigo é um extrato de um artigo original publicado no eBook El ecosistema de la Democracia Abierta e pode ser encontrado aquí.

Embora os mapas sejam um recurso útil em termos de poder e tomada de decisão, estamos vivendo em um momento de transformações e redefinições do que sempre chamamos de "território".

Este, que normalmente está relacionado ao conceito de espaço delimitado e definido por limites administrativos, hoje ultrapassa as geografias tradicionais.

No entanto, essas características históricas dos mapas se tornam aspectos que limitam a inovação, pois geram barreiras mentais e, muitas vezes, imaginárias.

Fronteiras que, embora provavelmente já não existam, nossos sentidos insistem em observar, devido a uma programação anterior que nos diz que devemos prestar atenção ao que está no papel.

No entanto, graças à chegada de Big Data e a possibilidade de analisar os dados, abriram-se inúmeras possibilidades que nos permitem expandir a capacidade de gerar óticas que nos possibilitam uma leitura dos interesses dos cidadãos, através da interpretação e avaliação de suas ações.

Assim, vemos claramente como as transformações digitais nos levam a mudar a ótica das coisas, levando-nos a pensar em novas formas de governar, de redefinir espaços e limites administrativos, além de novas formas de relacionamento e estratégias de comunicação e participação cidadã.

É hora de usar as ferramentas fornecidas pela tecnologia em favor do desenvolvimento de nossas cidades; compreendendo as novas realidades urbanas e sua complexidade, adaptando os instrumentos que temos às novas formas de participação e interação da sociedade.

Em conclusão, é fundamental esquecer os limites mentais que os mapas nos colocaram para, assim, poder entender as novas geografias e geometrias exigidas pelas cidades, com foco principal nas novas formas de interação que os dados nos permitem visualizar e entender.

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